sábado, 26 de junho de 2010

Anjos e demônios

Numa das minhas leituras entendi que nas pessoas existem as mesmas necessidades, fraquezas, dúvidas, aspirações (gerais) e dores. Por isso somos chamados de semelhantes. E entendi que, para eles, podemos ser anjos ou demônios. Anjos, quando estendemos a mão, quando ofertamos um sorriso, quando exortamos, instruímos ou ensinamos, como a segurar a sua mão para que não tropece em negras pedras, quando concedemos um apoio logístico ou moral, quando eventualmente prestamos amparo psicológico ou assistência material, quando, em verdade de gestos e ações, dizemos: "você não é o único a estar passando por isso, e o que é melhor: isso tudo vai passar, porque tudo passa na vida e depois o faz melhor e mais forte." Anjos, quando perdoamos os atos indesejáveis - não digo os perversos - de terceiros, ou simplesmente os relegamos ao espaço neutro do esquecimento, os reduzimos à cota de falhas permitidas a todos. Porque tudo o que constrói, evolui, regenera, alegra, ilumina é de Deus.

Somos verdadeiros demônios, aqueles que ofuscam mentes, conturbam espíritos, afligem almas, flagelam vidas, produzem o mal real, latente ou visível - às vezes por muito tempo, quando desrespeitamos, maltratamos, humilhamos, perseguimos, injustiçamos, negamos o que é devido, o que é de direito não negar, ou quando desprezamos a quem, um dia, nos acolheu.

Se, na dimensão espiritual, existem anjos e demônios a influenciar a mente das pessoas, são os demônios os parceiros dos que invejam, dos que odeiam, dos que se consideram superiores aos seus semelhantes, ou acima do bem e do mal. Na verdade nessa fusão do homem rancoroso com o ser espiritual extraviado do Sumo Amor, negadores da verdade universal, é gerado o demônio real. Para a infelicidade de todos.

( Imagem: internet)


Alberto Magalhaes